Thursday, October 19, 2006

A Terra está em saldo negativo



Se és um consumista inato ou simplesmente gostas do conforto ocidental, presta atenção a este dado: desde dia 9 de Outubro deste mês que a conta ecológica da Terra entrou em saldo negativo. Por outras palavras, a partir deste momento e até ao fim de 2006, os seres humanos estarão a explorar mais recursos naturais do que aqueles que podem ser renovados num ano civil.

Este cálculo exacto é uma derivação da campanha "pegada ecológica", a qual estima qual a área do planeta que cada pessoa precisa para suportar o seu estilo de vida, e tem também em conta o conceito da biocapacidade de renovar os recursos de uma dada região ou país, ou mesmo da Terra como um todo.

De acordo com os cálculos da ONG Global Footprint Network, cada português precisava, em 2002, de 4,2 hectares de recursos do nosso planeta. No entanto, o país só tinha capacidade para suprir 1,7 hectares por pessoa! Assim, o débito ecológico, por habitante português, era de 2,5 hectares.

Como resposta a este estudo, outra ONG, a New Economics Foundation, conseguiu determinar o dia exacto em que o salário ecológico anual da Terra chega ao fim! E este dia, ou seja, "o dia em que a humanidade começa a comer a Terra", ocorre cada vez mais cedo: em 1987 este saldo acabou em 19 de Dezembro, em 1995, o limite deste débito ecológico já estava em 21 de Novembro... Este ano, a conta ecológica entrou no vermelho dia 9 de Outubro. O que é de esperar daqui a 10 anos? 5anos?

Segundo Mathis Wackernagel (GFN), "A humanidade está a viver do cartão de crédito ecológico e só pode fazer liquidando os recursos naturais do planeta".


in Publico, 10/10/06

Friday, February 24, 2006


A propósito do aquecimento global...que existe só para alguns cof cof

Thursday, February 23, 2006

"Pequeno Milagre e outros ensaios" de Barbara Kingsolver...um livro quase obrigatório

Não diz nada de novo, e isso é praticamente certo. Não avança teorias fantásticas sobre as relações socias, econimicas e ambientais. Não se afirma como o próximo "Capital" de Karl Marx, ou seja, não vai criar uma revolta social das massas, nem algo que se assemelhe. Mas, contudo, e pessoalmente, está a deixar algumas marcas...são reflexões humanas de paradigmas actuais, desde o esbanjamento dos recursos, questionando a arrogância das superpotencias "democraticas" com principal enfatização para os EUA, levando-nos também por viagens a locais e histórias simples.
O livro é um conjunto de pequenos contos, mas que se desenvolvem em questões profundas e que provocam um sentimento de revolta, mas uma revolta consciente, porque trata e explora essencialmente a consciência ou ausência dela na vida cotidiana.
A não perder...
E para abrir um pouco o apetite literario deixo aqui alguns excertos do livro:
" A nossa história de ultrapassarmos a autonomia e economia de pequenos países com as nossas grandes empresas, as guerras e campanhas em que nos envolvemos para manter a nossa dependencia de combustivel fóssil- tudo isto acabou por nos trazer custos para além dos nossos maiores medos. Os custos do aquecimento global acabarão por nos deixar de rastos."
" Quando, um dia, tiver de explicar às minhas filhas que, sim, lá atrás na viragem do século, nós sabíamos que estavamos a começar a provocar alterações catastróficas no clima do planeta que podiam acabar com vidas de forma prematura, terei de dizer-lhes que não nos podiamos dar ao trabalho de alterar os nossos habitos alimentares de conveniência?"
À venda naquele sítio que começa por F e acaba em C e que se lê "Canf" ao contrário cof cof

Thursday, February 09, 2006

Segundo a agenda reuters, o primeiro ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, afirma que a batalha contra o aquecimento global só estará vencida quando os EUA, a Índia e a China fizerem parte de um acordo que inclua metas de emissão de gases: "a fixação de metas é essencial para qualquer tipo de esforço a ser feito depois de fim do Protocolo Quioto, pois caso não se chegue a esse ponto «o perigo é que nunca teremos os incentivos certos para que o sector privado invista fortemente em tecnologia verde», afirmou. Tony Blair deu um prazo de 7 anos para que sejam tomadas metas e decisões vitais de modo a implementar medidas a nível mundial e controlar a emissão de gases com efeito de estufa, antes que seja tarde de mais.


Por cá, Jorge Sampaio lamentou hoje o atraso de Portugal ao nível das energias renováveis, aproveitando para elogiar o novo do Parque Eólico do Caramulo, que entrou em funcionamento ontem, um investimento total de 97 milhões de euros, que vai produzir anualmente energia equivalente ao consumo de 86 mil habitantes. o (ainda) PR afirma que nos " atrasámo-nos na composição das energias renováveis. E se há 30 anos se podia lidar com isso, hoje temos desafios muito sérios", frisou, aludindo à instabilidade dos preços do petróleo, às "consequências sérias para o ambiente dos combustíveis fósseis" e aos compromissos internacionais assumidos por Portugal relativamente aos limites de emissão de gases de efeito de estufa.
Segundo a empresa do Grupo Generg de energias renováveis, responsável pelo novo Parque Eólico do Caramulo, em 2010 Portugal chegará a emitir cerca de 39 por cento de gases de efeito de estufa, mais 12 por cento do permitido ao que Jorge Sampaio refere a "factura potencial" que Portugal terá de pagar pelas emissões que produzir a mais "é algo de sério" e, por isso, disse saudar todos os esforços que visem aproveitar os recursos naturais do país. por isso afirma que são necessários investidores, empresas, câmaras municipais e instituições de ensino superior para dar um contributo muito importante a este nível.

Monday, February 06, 2006


mercado de carbono

mais uma derrota política: afinal o Governo não está a trabalhar
na criação de uma taxa de carbono. esta medida tinha sido anunciada
este ano e para este ano de forma a controlar as actividades mais poluentes
adquirindo os fundos necessários para cumprir o protocolo de Quioto, sendo
assim uma forma de incentivo às boas práticas sobre o ambiente bem
como a penalização das acções mais graves sobre este.
esta taxa de carbono, debatida na ultima cimeira do Ambiente no Canadá,
revertia para o fundo de carbono com o objectivo de financiar a compra
de licenças de emissões de gases para cobrir os excessos cometidos.
tendo em conta que as nossas medidas internas para reduzir os gases
poluentes não estão a ser suficientes para cumprir as metas
estabelecidas por Quioto, que ao exceder os 12% permitidos e enviar
39% para a atmosfera, podemos dizer que o esforço por parte do Governo
em tomar uma atitude de sustentabilidade e de controlo está cada vez mais
longe. em termos economicos, Portugal terá de desembolsar vários milhões
de euros para compensar os excessos cometidos se não apostar em novos
mecanismos sustentáveis para a ajudar a reduzir as emissões poluentes.

Thursday, November 10, 2005



the toxic twins are moving

Some politicians in Europe are bending over backwards to put dirty industry profits before public interest.

"Brussels, Belgium — A removal team has arrived at the European Commission to move two senior commissioners into new jobs with their best friends in dirty industry. Given the determined efforts of EU Commission President José Manuel Barroso and Industry Commissioner Günter Verheugen to put dirty industry before public interests we think they would be better employed elsewhere.

Greenpeace activists dressed as a removal team, complete with European Commission Clean Up Co. overalls arrived to move Barroso and Verheugen out of the Commission building and across town to their favourite lobbying locations. Moving office leaflets where distributed to EU staff to explain that Mr Barroso would be moving to take up a job with the CEFIC - the European chemicals industry association that has spent millions on lobbying against strong chemical law. Mr Verheugen will be joining German chemical giant BASF, the leading company bankrolling the back room trashing of chemical law. Both politicians have traded public interest in their attempts to water down the proposed EU chemicals policy (REACH)."


Current chemicals legislation is failing to protect our health. Humans and the environment are exposed to a wide range of potentially harmful manmade chemicals. Hazardous chemicals have been repeatedly found in the environment and in human bodies, including foetuses, and represent a threat for all sections of society, from workers to children. For most chemicals on the market there exists no or insufficient information to assess their effects on human health or the environment.In Europe there is an attempt to fix this with the new REACH law but almost from the moment it was suggested it has been under fire from vested interests who profit from pollution. The toxic twins, Barroso and Verheugen, are attempting to drive the final nail in the coffin of the already weakened EU chemicals reform, being cheered on by their dirty industry friends. Instead of defending the public interest, their actions are becoming a threat to our health and environment.If successful, the industry-led sabotage of REACH supported by Messrs Barroso and Verheugen would:
Allow 20,000 chemicals onto the market without basic health and safety data;
Let health and safety information on chemicals fall below internationally recognised minimum requirements;
Deprive chemical users and retailers of information on hazardous chemicals contaminating their supply chain;
Give industry the right to use hazardous chemicals even when safer substitutes exist. Medical, scientific, trade union and environmental experts all support a strong chemical law. Mr Barroso and Mr Verheugen appear to prefer the arguments of the chemicals industry.


fonte: greenpeace

Saturday, November 05, 2005

estudo constata que as alterações climáticas estão a mudar as espécies

Uma equipa de cientistas holandeses constatou que as espécies como o papagaio-do-mar, a borboleta Almirante vermelho e o chapim-real estão a responder às alterações climáticas de formas que podem ameaçar a sua sobrevivência, investigação publicada na revista "Proceedings B" da Royal Society.

Nos últimos anos têm sido publicados vários estudos que mostram que o comportamento das plantas e animais - nomeadamente ao nível da migração e reprodução - está a mudar em resposta às alterações climáticas. Mas a adaptação está a ser dificultada pela conjugação do rápido avanço das alterações climáticas e das pressões nos habitats.As aves estão a migrar em períodos diferentes, as plantas estão a florir mais cedo e os peixes e insectos estão a espalhar-se para novos territórios. Marcel Visser, do Instituto de Ecologia de Heteren, e Christiaan Both, da Universidade de Groningen, analisaram mais de 50 estudos para encontrarem exemplos onde é possível medir a eficácia da adaptação das espécies. Para vários casos, as respostas das espécies não são muito eficazes. As razões ainda são pouco claras. As espécies podem ser incapazes de o fazer, podem não estar sujeitas a pressões fortes o suficiente para induzir à mudança ou as pressões são diferentes e pedem respostas contraditórias. Qualquer que seja a explicação, Marcel Visser acredita que as suas conclusões lançam um claro alerta."A conclusão deve ser a de que muitas espécies estão a mudar a um ritmo pouco adequado, pouco sincronizado com os seus recursos alimentares". Visser salientou que "a diferença entre a subida das temperaturas é que agora o ritmo chega a ser cem vezes maior do que dantes"."Onde dantes existiam vastas áreas de habitats naturais, agora os animais têm muito mais dificuldade em migrar. Além disso, há perda de diversidade genética e fragmentação de habitat".

artigo retirado do Público